Ela canta, dança, rebola, sensualiza e publica fotos de bumbum empinado no Facebook: até aí, tudo normal para uma funkeira. Mas o caso tomou grandes proporções por se tratar de MC Melody, de apenas 8 anos.
“Falam mal só pelo funk. Quando saiu o clipe de ‘Single Ladies’, da Beyoncé, havia vários vídeos de crianças de 2 anos dançando de biquíni e maiô e ninguém reclamava”, defendeu o pai, Thiago Abreu, também conhecido como MC Belinho.
Foi ele quem levou a pequena para os shows. Agora, Melody Abreu canta suas próprias músicas, que chegam a ter mais de 1 milhão de visualizações no YouTube em menos de um mês. Mas junto com a fama, vêm as críticas.

Vários internautas estão reclamando da postura adotada pela criança, que se comporta como uma funkeira adulta. Suas músicas atacam as “recalcadas” (ou, no dialeto próprio, “recocadas”) e exaltam a própria “gostosura”.
Exploração de menor
O advogado João Miguel Gava Filho diz que, do ponto de vista legal, uma criança de oito anos dançar de maneira sensual não é algo que deveria ser explorado de maneira comercial, como é feito por MC Belinho. “Um menor de idade pode exercer função artística, desde que não contrarie os valores familiares estabelecidos na Constituição Federal”, explicou Gava.

Ele também analisa o papel de Belinho na criação da filha. “A meu ver, ele não é apto para exercer o papel de pai. E também é difícil acreditar que Belinho não age por impulsos financeiros. Se isso fosse provado, agravaria a situação e poderia colocá-lo na condição de explorador de menores”, reflete o advogado.
MC Belinho se defende das acusações falando que tudo não passa de uma brincadeira. “Ela faz apenas shows em matinês e são poucos, porque o foco dela no momento é estudar”, explica o pai da funkeira.
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