Temer: não a aumento de gasolina, não a perder Parente.

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Discussão sobre gasolina tenta preservar presidente da Petrobrás.

“Condições total independência e zero ingerência política”.

A
discussão no governo sobre o preço do combustível envolve uma
preocupação: não melindrar o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que
assumiu o cargo há dois anos impondo como condições total independência
e zero ingerência política. Qualquer movimento fora do script ele
voltaria para casa. E tudo o que o governo não quer é perder um dos seus
principais quadros. Um palaciano diz que Temer optou por não convidar
Parente para reunião de ontem justamente para evitar a leitura de que há
pressões pela mudança na política de preço.

 O
governo está entre a cruz e a espada. Ou desagrada a Pedro Parente ou
vai ter de reduzir tributos federais que tenham impacto sobre os
combustíveis. Algo que a equipe econômica não quer nem ouvir falar.

Os
presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB), e da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM), que criticaram no fim de semana os sucessivos reajustes de
combustível, defendem a redução de impostos como saída. A interlocutores
dizem que o governo não correria o risco de perder Parente.

Enquanto
o governo estuda como conter a alta na gasolina, o gasto dos deputados
com combustível somou R$ 54 milhões de 2015 a 2017. O site Ranking
Político calculou que daria para rodar o mundo mais de 3 mil vezes.
Coluna do Estadão – Andreza Matais.

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